Sempre que eu chego a algum momento da minha vida, que eu vejo que as coisas se ferraram demais e tudo se tornou insuportável, eu tento recomeçar. Imagino que seja assim com todos. Nunca existe um genuíno recomeço, pois você está sempre levando toda aquela bagagem e experiências contigo.
Um ritual constante desses "resets" que faço é a formatação do meu notebook.
Meu notebook e suas pastas, assim como minha vida, vivem em constante baderna. Eu me considero bastante metódico, mas o meu "Hyde" é um sujeito bastante desorganizado e impulsivo. E ansioso. Não é guloso, como eu costumo chamá-lo, mas ele é quem sofre com as angustias e ansiedades da minha vida, bem como jogar com as cartas podres que costumo receber da Srta. Vida. Pobre coitado, só se fode.
E como um gesto de afeto para com este alter-ego meu, e para provar que eu posso recomeçar e viver como anseio, eu limpo meu quarto e formato meu PC. Eu meio que padronizei que meus resets ocorrem a cada ano, ou 10 meses.
Inúmeras pastas de musicas badernadas. Álbuns que baixei e nunca ouvi, ou apenas escutei uma ou duas musicas. Jogos, programas, livros, imagens: tudo espalhado.
Favoritos que nunca mais abri depois de adicionados. Históricos forrados de inutilidades. Facebook como primeira tela do meu speed-dial. Após certo tempo, não há cabeça quem agüente lidar com tanta informação desnecessária.
Eu estou travando ao escrever essa postagem, pois minha cabeça tá precisando de desfragmentação também. Após meu longo hiato tentando, em vão, vencer um problema psicológico meu, retornei para a sociedade uma pessoa amarga. Amarga, e ao mesmo tempo gentil. Eu não tenho certeza se gosto do que me tornei, mas eu queria mudar muitas coisas em minha personalidade.
Eu não gosto de odiar as pessoas por elas serem miseráveis pilas de segredos, mas nem por isso que viver eternamente sugando essa complexibilidade toda. Eu gostaria de recomeçar com uma nova mentalidade e esquecer boa parte do que penso saber, e dar uma chance a vida. Embora eu saiba que tá tudo fodido. E qualquer pessoa que me diga que a vida é boa, provavelmente tá seguindo a vida linearmente, e não dando a mínima pros NPCs lascados, pisando na cabeça dos mendigos e bêbados pelas ruas, e tirando demais e devolvendo nada.
Se a vida fosse realmente um RPG, eu seria um druida. E healer. Meio contraditório eu ajudar tanto os outros e ao mesmo tempo os odiar, não é? Muita gente julga erroneamente a sinceridade dos meus sentimentos. Eu ajudaria até mesmo meu inimigo, se eu tivesse algum. E se ele pedisse generosamente.
E eu me julgava altruísta. Não sou. Eu tomo muita coisa em meu coração e eu não sei perdoar tão bem quanto deveria. Eu não leio muito sobre qualquer coisa, mas eu gostaria de aprender algo mais sobre espiritualidade e filosofia. Em minhas mãos, sei que isso seria bem utilizado... Mas ao mesmo tempo fico pensando se devo ceder pro meu lado ruim.
Já comentei com algum amigo meu que, se não fosse por meu lado espiritual e minha concepção de céu e inferno, eu provavelmente já teria matado alguém, ou a mim mesmo. Eu não sei qual dos dois lobos ainda ganha essa batalha.
Se isso aqui fosse uma redação, eu já teria me ferrado por ter fugido do assunto. Felizmente não é, e eu não especifiquei nenhum assunto também. Só estou escrevendo porque eu gosto. E porque algum dia vou fazer isso bem.
Um ritual constante desses "resets" que faço é a formatação do meu notebook.
Meu notebook e suas pastas, assim como minha vida, vivem em constante baderna. Eu me considero bastante metódico, mas o meu "Hyde" é um sujeito bastante desorganizado e impulsivo. E ansioso. Não é guloso, como eu costumo chamá-lo, mas ele é quem sofre com as angustias e ansiedades da minha vida, bem como jogar com as cartas podres que costumo receber da Srta. Vida. Pobre coitado, só se fode.
E como um gesto de afeto para com este alter-ego meu, e para provar que eu posso recomeçar e viver como anseio, eu limpo meu quarto e formato meu PC. Eu meio que padronizei que meus resets ocorrem a cada ano, ou 10 meses.
Inúmeras pastas de musicas badernadas. Álbuns que baixei e nunca ouvi, ou apenas escutei uma ou duas musicas. Jogos, programas, livros, imagens: tudo espalhado.
Favoritos que nunca mais abri depois de adicionados. Históricos forrados de inutilidades. Facebook como primeira tela do meu speed-dial. Após certo tempo, não há cabeça quem agüente lidar com tanta informação desnecessária.
Eu estou travando ao escrever essa postagem, pois minha cabeça tá precisando de desfragmentação também. Após meu longo hiato tentando, em vão, vencer um problema psicológico meu, retornei para a sociedade uma pessoa amarga. Amarga, e ao mesmo tempo gentil. Eu não tenho certeza se gosto do que me tornei, mas eu queria mudar muitas coisas em minha personalidade.
Eu não gosto de odiar as pessoas por elas serem miseráveis pilas de segredos, mas nem por isso que viver eternamente sugando essa complexibilidade toda. Eu gostaria de recomeçar com uma nova mentalidade e esquecer boa parte do que penso saber, e dar uma chance a vida. Embora eu saiba que tá tudo fodido. E qualquer pessoa que me diga que a vida é boa, provavelmente tá seguindo a vida linearmente, e não dando a mínima pros NPCs lascados, pisando na cabeça dos mendigos e bêbados pelas ruas, e tirando demais e devolvendo nada.
Se a vida fosse realmente um RPG, eu seria um druida. E healer. Meio contraditório eu ajudar tanto os outros e ao mesmo tempo os odiar, não é? Muita gente julga erroneamente a sinceridade dos meus sentimentos. Eu ajudaria até mesmo meu inimigo, se eu tivesse algum. E se ele pedisse generosamente.
E eu me julgava altruísta. Não sou. Eu tomo muita coisa em meu coração e eu não sei perdoar tão bem quanto deveria. Eu não leio muito sobre qualquer coisa, mas eu gostaria de aprender algo mais sobre espiritualidade e filosofia. Em minhas mãos, sei que isso seria bem utilizado... Mas ao mesmo tempo fico pensando se devo ceder pro meu lado ruim.
Já comentei com algum amigo meu que, se não fosse por meu lado espiritual e minha concepção de céu e inferno, eu provavelmente já teria matado alguém, ou a mim mesmo. Eu não sei qual dos dois lobos ainda ganha essa batalha.
Se isso aqui fosse uma redação, eu já teria me ferrado por ter fugido do assunto. Felizmente não é, e eu não especifiquei nenhum assunto também. Só estou escrevendo porque eu gosto. E porque algum dia vou fazer isso bem.
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